Seja bem vindo!
A área da Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem como um todo e suas dificuldades; realizando um trabalho preventivo e terapêutico. Desta forma, contribui efetivamente, para que este processo possa ser amplamente vivenciado pelo sujeito.
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Andrea N S Paim
Psicopedagoga Clínica & Institucional
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Quem sou eu
- Andrea Nunes Scorsatto Paim
- Administradora, Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional e Orientadora Educacional
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quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Neurociências e educação
A Importância da Neurociência na Aprendizagem e Educação.Sandra Regina da Luz Inácio |
O estudo da aprendizagem une a educação com a neurociência. A neurociência investiga o processo de como o cérebro aprende e lembra, desde o nível molecular e celular até as áreas corticais. A formação de padrões de atividade neural considera-se que correspondam a determinados “estados e representações mentais” O ensino bem sucedido provocando alteração na taxa de conexão sináptica, afeta a função cerebral. Por certo, isto também depende da natureza do currículo, da capacidade do professor, do método de ensino, do contexto da sala de aula e da família e comunidade. Todos estes fatores interagem com as características do cérebro dos indivíduos. A alimentação afeta o cérebro da criança em idade escolar. Se a dieta é de baixa qualidade, o aluno não responde adequadamente a excelência do ensino fornecido. Neurociência cognitiva e Educação. A neurociência cognitiva utiliza vários métodos de investigação (por ex. tempo de reação, eletroencefalograma, lesões em estruturas neurais em animais de laboratório, neuroimageamento) a fim de estabelecer relações cérebro e cognição em áreas relevantes para a educação. Está abordagem permitirá o diagnóstico precoce de transtornos de aprendizagem. Este fato exigirá métodos de educação especial, ao mesmo tempo a identificação de estilos individuais de aprendizagem e a descoberta da melhor maneira de introduzir informação nova no contexto escolar. Investigações focalizadas no cérebro averiguando aspectos de atenção, memória, linguagem, leitura, matemática, sono e emoção e cognição, estão trazendo valiosas contribuições para a educação. Pesquisadores em educação têm uma postura otimista de que as descobertas em neurociências contribuam para a teoria e práticas educacionais. Destarte, uma avalanche de artigos leigos em jornais diários e revistas de divulgação e mesmo periódicos científicos, têm exagerando os benefícios desta contribuição, variando daqueles totalmente especulativos àqueles incompreensíveis e esotéricos. Exemplos incluem empreendimentos para desenvolver currículo sob medida, para atender fraqueza/excelência daqueles alunos que usam preferencialmente um dos hemisférios. Este “neuromito” é uma informação infundada do que a neurociência pode oferecer à educação Bruer (2002) o qual argumenta que a neurociência possivelmente nunca contribuirá para a educação devido a desarticulação de conhecimentos entre as duas áreas, contrapõe-se a postura de Connell (2004). O pesquisador da Universidade Harvard argumenta que, introduzindo o “nível de análise” com agregação da neurociência computacional, elimina as fronteiras específicas. Assim, a neurociência, psicologia e ciências cognitivas somadas à educação, trazem novo enquadramento e integração destas áreas do conhecimento. Neurociência e prática educativa. A pesquisa em neurociência por si só não introduz novas estratégias educacionais. Contudo fornece razões importantes e concretas, não especulativas, porque certas abordagens e estratégias educativas são mais eficientes que outras. A tabela 1 sugere como o cérebro aprende em determinado ambiente de sala de aula. Princípios da neurociência com potencial aplicação no ambiente de sala de aula. 1. Aprendizagem e memória e emoções ficam interligadas quando ativadas pelo processo de Aprendizagem. A Aprendizagem sendo atividade social, alunos precisam de oportunidades para discutir tópicos. Ambiente tranqüilo encoraja o estudante a expor seus sentimentos e idéias. 2. O cérebro se modifica aos poucos fisiológica e estruturalmente como resultado da experiência. Aulas práticas/exercícios físicos com envolvimento ativo dos participantes fazem associações entre experiências prévias com o entendimento atual. 3. o cérebro mostra períodos ótimos (períodos sensíveis) para certos tipos de aprendizagem, que não se esgotam mesmo na idade adulta. Ajuste de expectativas e padrões de desempenho às características etárias específicas dos alunos, uso de unidades temáticas integradoras. 4. O cérebro mostra plasticidade neuronal (sinaptogênese), mas maior densidade sináptica não prevê maior capacidade generalizada de aprender. Os Estudantes precisam sentir-se “detentores” das atividades e temas que são relevantes para suas vidas. Atividades pré-selecionadas com possibilidade de escolha das tarefas aumenta a responsabilidade do aluno no seu aprendizado. 5. Inúmeras áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas no transcurso de nova experiência de aprendizagem. Situações que reflitam o contexto da vida real, de forma que a informação nova se “ancore” na compreensão anterior. 6. O cérebro foi evolutivamente concebido para perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. Promover situações em que se aceite tentativas e aproximações ao gerar hipóteses e apresentação de evidências. Uso de resolução de “casos” e simulações. 7. O cérebro responde, devido a herança primitiva, às gravuras, imagens e símbolos. Propiciar ocasiões para alunos expressarem conhecimento através das artes visuais, música e dramatizações. A neurociência oferece um grande potencial para nortear a pesquisa educacional e futura aplicação em sala de aula. Pouco se publicou para análise retrospectiva. Contudo, faz-se necessário construir pontes entre a neurociência e a prática educacional. Há forte indicação de que a neurociência cognitiva está bem colocada para fazer esta ligação de saberes. |
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Neurônios: as misteriosas borboletas da alma
Há cem anos, Santiago Ramón y Cajal, anatomista espanhol, teve a idéia de preparar cortes microscópicos de tecido cerebral e mergulhá-los numa solução de sais de prata para corá-los. Os sais impregnaram todas as células de um determinado tipo, deixando as outras sem coloração. No microscópio, ele notou que o cérebro era povoado por células dotadas de um corpo central de onde partiam ramificações que estabeleciam incontáveis conexões umas com as outras. Pareciam aranhas de múltiplas formas conectadas por infinitos tentáculos.
Cajal chamou-as de neurônios e as descreveu como células capazes de receber sinais através de suas ramificações (os dendritos) e transmiti-los por extensões não ramificadas (os axônios). A essa propriedade de captar impulsos nervosos pelos dendritos e transmiti-los pelos axônios para os neurônios seguintes, Cajal deu o nome de polaridade.
Esse princípio, segundo o qual a informação flui do dendrito para o axônio, embora tenha encontrado exceções no futuro, foi crucial para o surgimento da Neurociência: permitiu ligar estrutura à função. A enunciação do princípio da polaridade abriu caminho para as tentativas de entender os circuitos que os neurônios formam no interior do tecido nervoso.
No microscópio, Cajal, observou que os corpos centrais dos neurônios e as ramificações que deles partiam apresentavam, além da extrema diversidade de forma, diferenças significantes de tamanho. Algumas células tinham prolongamentos curtos que se comunicavam com vizinhas próximas, enquanto outras enviavam seus tentáculos para regiões cerebrais distantes e até para a medula espinal.
Cajal chamou-as de neurônios e as descreveu como células capazes de receber sinais através de suas ramificações (os dendritos) e transmiti-los por extensões não ramificadas (os axônios). A essa propriedade de captar impulsos nervosos pelos dendritos e transmiti-los pelos axônios para os neurônios seguintes, Cajal deu o nome de polaridade.
Esse princípio, segundo o qual a informação flui do dendrito para o axônio, embora tenha encontrado exceções no futuro, foi crucial para o surgimento da Neurociência: permitiu ligar estrutura à função. A enunciação do princípio da polaridade abriu caminho para as tentativas de entender os circuitos que os neurônios formam no interior do tecido nervoso.
No microscópio, Cajal, observou que os corpos centrais dos neurônios e as ramificações que deles partiam apresentavam, além da extrema diversidade de forma, diferenças significantes de tamanho. Algumas células tinham prolongamentos curtos que se comunicavam com vizinhas próximas, enquanto outras enviavam seus tentáculos para regiões cerebrais distantes e até para a medula espinal.
A respeito dos neurônios ele escreveu: “são as misteriosas borboletas da alma, cujo bater de asas poderá algum dia - quem sabe? - esclarecer os segredos da vida mental”.
Estava enunciada a teoria neuronal. Graças a ela, Cajal ganhou o prêmio Nobel de Medicina e o título inconteste de pai da Neurociência moderna.
Fonte: http://www.drauziovarella.com.br
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A importância das Neurociências para a Educação
Se pensarmos na Educação como um processo histórico, que acompanha a humanidade em toda sua trajetória vamos relacionar educação com cultura, e também com modelo social de aprendizagem. O fato é que a educação, bem como a aprendizagem, necessita de um olhar interativo e dinâmico para que continuem a ser caracterizados como movimentos necessários para a evolução da vida humana. Para nós educadores, sempre bastou compreender nossa missão de ensinar! Era nos muito clara a nossa idéia do que era ensinar: nós repassávamos conhecimentos/conceitos para nossos alunos e eles apreendiam. Simples assim.
Ocorre que com a evolução da humanidade, da globalização da cultura e com a socialização do conhecimento, ao longo do tempo, começou-se a pontuar outras questões que fazem parte de um novo contexto social, que permeiam outros caminhos que não só nossa sala de aula. Este movimento cresceu e hoje se fala e se pesquisa Neurociências. Jamais poderíamos supor que em algum momento da história da humanidade, estaríamos procurando conhecer a mente humana. Para nós profissionais da educação, descobrir como nosso cérebro aprende, como se inter relaciona com a produção social e cultural, como processa informações é algo revolucionário em termos de sistematização do conhecimento.
Se todos os profissionais que trabalham, direta ou indiretamente, com a educação tiverem acesso a este novo manancial de informações, que é campo de estudo das Neurociências, certamente serão capazes de propor um novo modelo de aprendizado e de metodologia de ensino, que mais atendam às necessidades de nosso alunado do século XXI. Recentemente tive a oportunidade de participar do 11º Congresso do SINEPE, onde era discutido o tema: Educação e Neurociências, Um novo Olhar! Dentre tantos assuntos que permeavam novos estudos à cerca das Neurociências, pude perceber o quanto ainda precisamos aprofundar nossa forma de ver o indivíduo, de forma mais ampla e integrada. Tivemos palestras com psicólogos, dentre eles Leo Fraiman; psiquiatras como Diogo Lara, neurocientistas etc. Mas de todas as falas pronunciadas, pude perceber que uma que me chamou a atenção: a memória ainda é o centro das pesquisas mais avançadas, em termos de estudo do cérebro, provavelmente pela sua grande importância em termos de aprendizagem.
Segundo Relvas (2008) “a memória é o registro de experiências e fatos vividos e observados, podendo ser resgatado quando preciso”. Isto nos demonstra que a memória é uma espécie de “centro de referência” na coligação com o aprendizado. E que sem memória não acontecerá nenhum aprendizado!
Certamente todos estes novos conceitos, que a todos nós educadores, é de extrema importância abarcará um sem número de outras percepções igualmente significativas, para que o trabalho pedagógico se cumpra com êxito dentro e fora de nossa sala-de-aula, fazendo com a escola, já que é um espaço de socialização do conhecimento, possa de fato cumprir seu papel social. Já não podemos mais desconsiderar questões como estas: a de que nossos educando vivem um momento diferenciado. Habitam uma sociedade diferente, super estimulada. Aprende por várias vias, pois o acesso à informação está disseminado por todos os meios e redes de comunicação social. E mais: que nosso cérebro está mais ativo do que nunca, exposto a uma diversidade enorme de visualizações e informações. E a nós cabe agora, perguntarmo-nos: como poderemos ampliar nossa visão para melhor atender este aluno, que por muitas vezes, sente-se desmotivado frente nossa prática pedagógica? A resposta está nas Neurociências!
Escrito por: Andréa Nunes Scorsatto
Referencias
RELVAS, P. M. Fundamentos Biológicos da Educação. Rio de Janeiro: Editora WAK, 2008.
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