Seja bem vindo!

A área da Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem como um todo e suas dificuldades; realizando um trabalho preventivo e terapêutico. Desta forma, contribui efetivamente, para que este processo possa ser amplamente vivenciado pelo sujeito.

Seja bem vindo a este espaço de troca e de socialização do conhecimento!

Andrea N S Paim
Psicopedagoga Clínica & Institucional
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segunda-feira, 18 de março de 2013

TDAH


TDAH - o lado ruim e o lado bom


Como são os portadores? O lado bom e o ruim do TDAH ou Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade).

Em cerca de 60% dos casos, o DDA ou TDAH continua na vida adulta. A impulsividade e a hiperatividade amenizam e a distração fica mais evidente.
Conforme a predominância de mais desatenção ou mais impulsividade/hiperatividade temos dois tipos mais comuns de pacientes:

Desligados, "preguiçosos", sem iniciativa, sonhadores, não acabam o que começam, adiam tarefas, perdem horas, dias, meses, anos sem começar ou sem concluir os projetos

Agitados, impulsivos, ansiosos, "língua mais rápida que o cérebro", péssimos diplomatas, descontrolados, não aguentam esperar numa fila. Quando outra pessoa começa uma frase, eles já sabem o que ela vai falar, portanto respondem ou interrompem antes da hora. Às vezes porque realmente pensam rápido e são muito "antenados", às vezes porque são superficiais e falam sem pensar e sem medir as consequências).

O lado bom

"Ser DDA" tem um lado bom, desde que o seu grau de Hiperatividade não tenha feito você ser expulso de todas as escolas, ou transformado você num trabalhador braçal apesar de ser conhecedor de algum assunto muito especial, que a maioria das pessoas só conhece superficialmente.

Os “DDAs” podem ter grandes qualidades: simpáticos, falantes, comunicativos, inteligentes, energia inesgotável, ideias novas e brilhantes (embora nem sempre sejam levadas adiante).

Criativos, pioneiros, inventores, não vivem sempre de modo politicamente correto. Assumem e correm riscos, defendem ideias, em parte pela falta de freio, de filtro social e pela impulsividade.

Podem ser muito sexuais, gostam de simetria, de coisas bonitas e de novidades.

Muitos descobrem um interesse especial onde conseguem "hiperconcentrar".

O lado ruim:

A letra pode ser feia, portanto acabam criando o hábito de escrever em letra de forma, para que as pessoas (e eles próprios) entendam.

Em palestras precisam escrever ou gravar, mas quem disse que depois irão ouvir as fitas ou entender o que escreveram?

Podem viver perigosamente e se expor a riscos.

Aventuras sexuais podem ser um dos temperos de sua vida eternamente em busca de emoções.

Abuso de substâncias (cigarro, álcool, drogas).

Podem criar inimizades, pedem demissão, são demitidos, se divorciam-, são expulsos de casa, rompem namoros, noivados, etc.

Pessoas inteligentes, capazes, simpáticas, que simplesmente não deram certo na vida. Porque nunca aprenderam uma profissão, porque mudam de profissão, porque destruíram casamentos por causa de mais aventuras do que a média, ou por aventuras mais comprometedoras. Porque faltou diplomacia, malícia e habilidade política. Porque começam e não concluem muitas coisas ao mesmo tempo.

O DDA pode ser o bode expiatório da família. Por exemplo: ele precisa de muito mais atenção dos pais, professores, etc., o que desperta ciúmes dos irmãos. Ou desperta irritação dos pais, pois todos os irmãos tiveram as mesmas chances, mas o DDA não aproveitou. Isso e mais as experiências de vida levam a uma autoestima baixa.

As mulheres reclamam que maridos esquecem datas, fatos, conversas, etc. Que eles não ouvem o que elas falam. E que se ouvem, não gravam. Que eles parecem estar prestando atenção, mas não estão. Os homens são assim, mas 
os DDAs são mais que os outros.

Sua mesa de trabalho é um buraco negro, tudo que entra desaparece.

Deixam a cozinha num caos para fritar um ovo.

Sabem o nome de uma pessoa, ele está em algum lugar do cérebro, mas quando encontram essa pessoa parece que não conseguem lembrar.

Alugam filmes pela segunda vez porque esquecem que já viram.

Pilhas de tarefas não completadas (mas com planos para completá-las).

Saem de casa em cima da hora e chegam atrasados. Para evitar novos atrasos, deixam tudo preparado na véspera: a chave do carro em cima da pasta em cima da mesa próxima da porta de saída. Mas ainda assim esquecem os óculos, o celular, etc.

Inteligentes, com uma formação acadêmica de primeira qualidade deixam de fazer uma bela carreira universitária por não se acharem à altura dos demais professores. Sua autocrítica, consequência de sua baixa autoestima, é implacável.

Não desenvolveu seu negócio da mesma forma que seus concorrentes, não por falta de capacidade nem de criatividade, mas por falta de traquejo social e habilidade política.

"Estudante eterno". 10 anos numa faculdade que deveria durar 4. Os trabalhos são sempre adiados, deixados para última hora, etc.

Difícil perder peso, comer menos, parar de fumar.

Fonte: http://www.mentalhelp.com/index.php

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Psicopedagogia e o TDAH

A atuação da Psicopedagoga junto à crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH).


A Psicopedagogia é uma especialidade multidisciplinar que integra diversos conhecimentos nas áreas que envolvem a aprendizagem, como a Psicologia, Pedagogia, Neurologia, Fonoaudiologia, entre outras.
O acompanhamento Psicopedagógico tem como objetivo abordar o processo da aprendizagem, como esse se desenvolve e de que forma o indivíduo se relaciona com o aprender; nos aspectos cognitivos, emocionais e sociais.Quando são identificadas dificuldades neste processo, a Psicopedagogia busca as suas origens, os possíveis distúrbios; as habilidades e as limitações do ser que aprende.
A intervenção Psicopedagógica pode ser terapêutica, preventiva e de inclusão escolar.
A Avaliação Psicopedagógica é iniciada a partir da primeira entrevista com os pais, quando é conhecido o motivo da consulta, o desenvolvimento da criança e o histórico familiar.
As sessões são realizadas individualmente com a criança ou adolescente. Diante das necessidades são realizados testes e atividades específicas para avaliar o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e emocional da criança. As atividades são voltadas para área da escrita, leitura, raciocínio matemático, motricidade, desenho e o lúdico (jogos com regras), assim como a análise do material escolar.
Diante da avaliação, o acompanhamento poderá ser de uma ou duas vezes por semana.
A avaliação Psicopedagógica tem um papel importante no diagnóstico de uma criança ou adolescente com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade). Elas apresentam dificuldades para manter a sua atenção de forma continuada enquanto realizam uma atividade, mesmo quando há interesse, se dispersam facilmente e desviam sua atenção para um outro estímulo. Quando há hiperatividade, o indivíduo parece incansável, mexe-se constantemente, mais do que necessário quando executa uma atividade; mesmo sentado, parece impaciente, manuseia objetos, balança pernas... Nota-se também, uma certa ansiedade para falar, costuma interromper conversas, brincadeiras e fala sem parar.
Os problemas de atenção, concentração, organização, hiperatividade, e impulsividade afetam o rendimento escolar e, conseqüentemente, a auto-estima da criança. Um diagnóstico realizado o quanto antes, pode evitar sintomas que são associados a este transtorno. O acompanhamento visa criar condições para que o paciente retenha a sua atenção e concentração durante suas atividades, assim como estímulo para organizar-se. No lúdico, observa-se limites, interação com o meio, raciocínio matemático entre outros.
Quando os pais chegam até a clínica Psicopedagógica, geralmente trazem no histórico da criança vários professores particulares, mudanças de escola, dificuldades de relacionamento e inclusive, um desgaste familiar.
Relatos comuns trazidos por pais e educadores de crianças e adolescentes com Déficit de Atenção e Hiperatividade;
  • "Parece que está sempre no mundo da lua"
  • "Não se importa com os seus resultados"
  • "Não tenta mudar"
  • "Não sei mais o que fazer"
  • "Larga tudo, é muito desorganizado e não cumpre com suas obrigações"
  • "Sei que ele é inteligente e consegue fazer as coisas, mas não faz"
Nas queixas as crianças são vistas como agitadas, desorganizadas, perdem objetos, materiais escolares, esquecem compromissos, têm dificuldades para concluir atividades que iniciam e em algumas situações, mostram-se inconvenientes diante do grupo em que se encontram. Mas ao mesmo tempo, são crianças "antenadas", inteligentes e muito afetuosas.
O trabalho Psicopedagógico também é realizado junto aos pais e à escola.
O suporte dirigido à família é recomendado, pois pode haver um desgaste entre os membros. O problema deve ser visto como familiar e não apenas de um indivíduo. A Psicopedagoga orientará o comportamento e atitudes da família que colaborarão com o tratamento da criança ou do adolescente com TDAH. É importante que haja equilíbrio na postura dos pais diante dos limites, regras e reconhecimento dos aspectos positivos que a criança apresenta. O auxílio nas atividades, na organização dos afazeres e pertences também contribuem para que a criança sinta segurança e confiança perante a família.
Quanto à escola, a Psicopedagoga atua junto aos coordenadores e professores com o objetivo de levantar dados na rotina escolar do aluno, como seu rendimento nas disciplinas, organização, interesse, comportamento em sala de aula e em outras atividades em que participa e também, o seu relacionamento com colegas e professores.
Outros aspectos devem ser considerados como a metodologia proposta pela escola e a sua disponibilidade em auxiliar o aluno com o TDAH no processo da aprendizagem, já que a Psicopedagoga poderá orientar o professor na sua atuação em sala de aula.